Monday, June 23, 2008

Ainda do comportamento feminino

Continuando na clave do meu torpor acerca de determinados comportamentos femininos, eis que ontem, mais uma vez, vivenciei por alguns instantes a incredulidade. Estava eu esperando o elevador, eu, com aparência de mata-mouros, cansado após a peleja dominical, hirto e divagando acerca da lentidão do elevador do meu prédio e de outras maravilhas do mundo moderno, tantos acidentes aristotélicos agindo sobre meu ser, quando de repente eis que apareceu uma garota ao meu lado. Não a encarei, mas obviamente não pude deixar de notar o seu reduzido porte, quase a metade do meu. Contudo, mal o elevador tendo chegado e eu esboçado um movimento para abrir a porta, subitamente aquela criaturazinha me flanqueou da direita para esquerda, num movimento tão rápido que mal pude contemplar, abriu a porta do elevador e tacitamente me convidou a entrar. Não pude deixar de sorrir e dizer um muito obrigado em tom meio zombeteiro.

Aquela criaturazinha foi bastante simpática e adorável quando abriu a porta para mim. Todavia não me julgo tão desprovido de músculos a ponto de exigir semelhante gentileza de alguém que é visivelmente ainda mais fraco que eu. Talvez eu devesse ter presença de espírito e feito questão de abrir a porta do elevador, mas aquela situação me causou tanta surpresa que me senti constrangido a obedecer aquela pequena mulher, o que aliás prova de modo estranho a influência decisiva das mulheres em nossas ações. Bem poderia ser aplicado a elas o dito de Cristo Jesus: "Meu jugo é suave". Desde que a mulher não seja ditatorial, seu domínio consegue ser extremamente sutil e doce. Agora bem: não estou sendo pessimamente agradecido, muito menos desfazendo da gentil garota, mas semelhante inversão é bastante curiosa porque tão natural. Estou mui distante de reclamar dos mimos femininos, porém esse tipo de delicadeza sempre me deixa inquieto. Por mais que estejamos no séc XXI, sob alguns aspectos pertenço ao séc. XIX, ainda que seja interessante dizer ao leitor que não sou exatamente a pessoa mais cavalheiresca do mundo.

Tuesday, June 17, 2008

Das universidades

Se há de fato uma dúvida séria a respeito da qualidade das universidades, acho que a questão deve ser colocada de forma mais ou menos objetiva, embora a sensação de desamparo que muitas vezes os estudantes têm não possa ser negligenciada de maneira nenhuma. Ela tem os seus direitos legítimos no conjunto da análise. Infelizmente não tenho como fornecer uma regra de ouro para tal análise, porém imagino que seria útil averiguar detidamente qual o volume e qualidade -- isto é, a relevância no conjunto dos estudos destinados a cada tema -- da produção acadêmica de cada área, levando-se em conta toda a quantidade de subsídios empregados, tanto em termos financeiros como humanos, ao longo de mais ou menos três décadas, isto, uma geração. Outras universidades ao redor do mundo, de preferência as melhores, deveriam ser comparadas com as nossas nesses mesmos aspectos a fim de fornecer uma base de comparação. Poderia ser interessante também realizar uma comparação entre a produção acadêmica e não-acadêmica, no sentido de checar até que ponto a produção acadêmica em cada área é ou não superior ao que vem sendo produzido fora das universidades.

Apenas para ilustrar em termos o que eu disse, lembro-me que há seis anos a UFRJ tinha dez professores para cada aluno e uma proporção semelhante de funcionários para cada aluno. São números que deveriam indicar uma enorme disponibilidade de recursos humanos, porém não só era comum haver reclamações de falta de professores e funcionários como o problema parecia existir de fato em determinadas áreas. Um dado sobre a USP de quase oito anos atrás é que ela gastava mais de 94% de seus recursos com folha de pagamento, o que aliás não parece ser exceção à regra das estatais, posto que numa palestra que vi de um comandante do exército há muitos anos ele disse que quase 90% do orçamento militar era destinado à folha salarial. Não posso dizer como a situação é atualmente, mas não creio que tenha havido mudanças radicas. Creio igualmente que a situação da USP seja semelhante a de muitíssimas outras universidades estatais. Por fim, embora eu não tenha os números, a quantidade de pós-graduados, ao menos em História na UFRJ, a julgar pela expansão dos programas de pós-graduação que tem havido há algum tempo, vem aumentando bastante. A expansão das universidades privadas indica não só o óbvio aumento na quantidade de graduados como igualmente no de pós-graduados em praticamente todas as áreas. Contudo, a sensação de mendicância acadêmica continua bastante evidente.

Na minha modestíssima opinião, levando-se em conta esses e outros dados, as universidades infelizmente vem se tornando há muitos anos um trombolho cuja finalidade é assegurar uma vida confortável a alguns poucos. É menos pela necessidade de conhecimento que pelo prazer de ter altíssimos privilégios a sua razão de ser. A situação consegue ser ainda mais calamitosa pelo fato de haver, como se tudo isso já não bastasse, o aparelhamento ideológico numa série de cursos. Assim, a universidade acaba servindo principalmente a dois objetivos: assegurar privilégios e propagação de manias ideológicas. A famosa "produção de conhecimento" é relevada à categoria de cereja do bolo. Evidentemente há exceções, o que não deveria causar espanto, pois até em Sodoma havia justos. A questão não é saber se existe vida inteligente nas universidades, mas avaliar até que ponto a propaganda da necessidade de haver universidades, e ainda mais estatais, se tornou uma bela fantasia de cordeiro para disfarçar um lobo cruel e voraz.

Sunday, June 15, 2008

Algo a partir do que D. Lourenço escreveu sobre o Orkut

Mais uma vez, D. Lourenço criticou o Orkut. Quando ele escreveu a sua primeira crítica, senti-me realmente tentado a abandonar o Orkut. Já o tinha feito antes, provavelmente devido àquele motivo lembrado pelo sábio monge: "o vazio dos jovens é tamanho que eles cansam de si mesmos também". Não o abandonei pela segunda vez, mas praticamente as minhas atuações orkutianas se resumiram em combinar os jogos com meu time de pelada, já que é mais prático assim do que telefonar para cada um.

Pois bem, ainda que as minhas palavras tenham algo de hipócrita, posto que sou usuário, meu maior incômodo não é tanto com o Orkut, mas com essa nossa propensão extraordinariamente moderna de publicidade da vida. Ainda não pensei muito bem sobre o tema, mas creio que carregamos de fato um homem-massa escondido no coração. Embora na maior parte das vezes tenhamos opiniões sumamente tolas, sentimos uma estranha necessidade de compartilhá-las, supondo que haja alguma centelha de genialidade escondida nelas. No fundo está a necessidade de exibição de nós mesmos, como se puséssemos a nossa pessoa num estandarte e saíssemos desfilando com ela, por mais tolos que sejamos. Disso resulta, naturalmente, na publicidade de cada aspecto da nossa vida, por mais insignificante que ele seja, como se o mundo não pudesse dar mais uma volta em torno de si mesmo até que o maior número possível de pessoas saiba da nossa existência, supostamente espetacular a ponto de servir como matéria de publicidade. Cada um de nós acaba sendo um exibicionista em potencial, às vezes em grau heróico. Não é nada espantoso que tudo se torne de interesse público, desde as opiniões até os relacionamentos mais íntimos.

Enquanto somos propagandistas de nós mesmos, no campo político surge o Estado policial. Não sei até que ponto existe uma relação de causa e efeito entre ambos, porém a falta daquilo que toscamente chamarei de "consciência real de intimidade" facilita bastante a atuação de qualquer Estado policial. Se nós mesmos nos fichamos gratuita e alegremente, conforme o sucesso do Orkut não deixa mentir, por que o mesmo não poderia ser feito em nome do Estado? O culto a nossa personalidade, esse exibicionismo de si mesmo, pode desembocar, em termos políticos, na mais completa submissão ao poder do Estado. Talvez seja uma conclusão um tanto precipitada, embora mereça alguma atenção.

Thursday, May 29, 2008

Breve reflexão sobre uma coisa qualquer

Ontem eu pude experimentar o quão próxima e surpreendente pode ser a maldade, pois assim que mencionei o meu desejo de assistir a "A Noviça Rebelde" para minha mãe, ela, essa que me fez vir ao mundo, soltou aquele som característico de quando colocam em dúvida o gênero alheio, para usar uma expressão a um só tempo pedante, estranha e da moda. A última vez que tomei conhecimento de algo ligeiramente semelhante foi quando fofocaram para mim que a mãe do meu tio dissera em certa ocasião que eu era demasiadamente educado, destilando no ambiente a sua pérfida intenção. Agora bem: nem só de desconfianças convivo. Há vários anos, enquanto alguns amigos e eu trocávamos insinuações peraltas acerca da sexualidade de cada um de nós, uma amiga partiu sincera e seriamente em defesa da minha honra masculina, cousa que me deixou mui orgulhoso. Todavia, refletindo com a sabedoria de quase uma década de intervalo, suponho que houve uma inversão total de valores durante o ocorrido, já que foi uma mulher que defendera a minha honra. Se esses tempos não fossem tão originais, algo dessa monta jamais teria passado despercebido.

Ainda que pareçamos uns mata-mouros, solteirice e razoável trato cordial são hoje em dia considerados um pé na veadagem. Segundo o observador moderno, quem quer que seja assim estará prestes a assumir a sua condição e por conseguinte tombará de quatro rapidamente por força das circunstâncias. Isso explica em parte a constante necessidade de mentir dos rapazes acerca de suas relações amorosas, algo aliás que não sei se é tão freqüente entre as moças.

Parece-me fato inequívoco que em não poucas ocasiões as mulheres assumem um comportamento viril. Peço licença ao leitor para contar um episódio. Certa vez eu vi um casal em frente a um bar. A mulher, devido às suas roupas, aparentava ter acabado de sair de uma academia, enquanto seu companheiro parecia ter saído de um escritório. Os dois estavam parados diante do bar decidindo o que fariam. Mal tendo eles tomado a decisão, qual não foi a minha surpresa quando a mulher resolveu entrar no bar para buscar uma mesa, depois duas cadeiras, em seguida uma terceira a fim de acomodar sua mochila e a maleta do homem e, não satisfeita com tudo isso, ainda buscar a cerveja e os copos. Eu, que a tudo observava do meu apartamento, permanecia incrédulo. Mais espantoso ainda era o fato de a mulher também sempre tomar a iniciativa dos beijos, já que o homem estava um tanto apático. Todavia, a fim de evitar recriminações tão-somente àquele pobre cidadão, lanço mão de minha própria experiência. Em pelo menos duas ocasiões em que fui a lanchonetes com alguma amiga, sucedeu o mesmo fato: sem mais nem menos, elas tomavam a iniciativa de ir buscar o que comeríamos, mesmo sob os meus mais vigorosos protestos. Houve também a vez em que fui prontamente abrir uma porta para uma amiga grávida passar, ao que ela tomou a dianteira e ainda por cima disse que não precisava. Insisti, dizendo que seria um prazer me sentir útil, porém ela declinou. Horas antes, quando decidi lavar a louça de sua casa por pura cortesia, ela não só me proibiu, tomando a tarefa para si, ainda me dirigiu para o labor desonroso de evitar que seu pequeno cão mordesse umas caixinhas de sucrilhos que estavam suficientemente próximas de sua tentação.

Por puro capricho, menciono ao leitor que já disputei futebol com mulheres, mas sempre deixando de usar uma força excessiva. Que o leitor não me considere pretensioso, mas joguei como se fosse os EUA em guerra no Vietnã: deixando de usar o que tinha de melhor para ficar próximo do nível do adversário, e perdendo ocasionalmente.

Certamente muitos casos semelhantes poderiam ser trazidos à tona pelo leitor, mas não é a ele que dirijo minha perplexidade, mas à leitora. Talvez ela possa me explicar tão estranhos fatos.

Monday, May 19, 2008

Uma notícia injustamente esquecida por mim por puro desleixo

Já tive oportunidade de reclamar do pedido de perdão feito pelo cardeal Renato Martino na época do julgamento de Saddam Hussein. Pois bem, por mais que eu discorde desse e de muitos outros comentários políticos seus, tenho de confessar que cometi um deslize por puro desleixo. No ano passado, deixei de citar as suas corajosas palavras contra a decisão da Anistia Internacional de apoiar o extermínio sistemático de seres humanos que ainda não nasceram, coisa vulgarmente conhecida como aborto, bem como sua atitude diante do término da cooperação do Vaticano com essa organização. Fiquei muito contente quando soube dessa notícia e desejei escrever a respeito, porém acabei deixando a idéia na gaveta e só fui lembrar dela com quase um ano de atraso. Mas como diz o ditado, a justiça tarda mas não falha. Fica então reparada a injustiça.

Thursday, May 15, 2008

Do quase fanatismo livresco

Hoje, eu, em pé na cozinha, segurando algo para beber, sem camisa, meditava sobre a destemperança de meu fogão. Ignorando completamente o ensinamento grego segundo o qual a virtude é medíocre -- eis uma prova clamorosa de minha má interpretação da sabedoria antiga --, ele insiste em oferecer apenas duas opções de acendimento: um quase nada ou fogo excessivo. Assim, todas as vezes que preciso assar algo no forno, vejo-me obrigado a optar entre o cru -- notai como um simples r torna tudo mais galante -- e o queimado. Sou obrigado a manter prontidão constante, até porque às vezes o fogo baixinho some e a boca só assopra gás. É preciso mudar de vida, ou melhor, de fogão.

Se eu fosse mudar o que tem de ser mudado, passaria a viver num pesadelo heraclitiano. Ademais, como um brasileiro exemplar, prefiro me lamuriar pela falta de vinténs. Na realidade, minha questão com dinheiro vai mais além, porque anos de pouquidão monetária me ensinaram a necessidade de poupar e de estabelecer prioridades inabaláveis. Dada a minha natureza, converto dinheiro normalmente em livros, e de preferência usados. Meu cérebro opera então do seguinte modo: se há um filme interessante em cartaz, em seguida penso no custo e na quantidade de bons livros usados que eu poderia comprar. Este procedimento fatalmente me faz dar adeus ao filme. Julgo até que esse modo de operar do meu cérebro permaneceria semelhante na hipótese de eu receber alguma fortuna. Todavia é bom deixar claro, antes de me acusarem de hipocrisia devido aos meus gastos com Internet, TV a cabo e sorvetes, que minha teimosia livresca nunca se transformou em obstinação fanática, exceto naquelas situações extremíssimas em que tudo é válido em nome da sobrevivência.

Conquanto tudo isso seja verdade, confesso ao estimado leitor que já me pus a cogitar se seria mais do meu agrado a companhia de alguma bela dama ou assistir a aulas de algum grande mestre. Entre a companhia da belíssima Ana Paula Arósio e uma aula de Aristóteles, o que o leitor escolheria? É uma pergunta algo sofística, pois envolve comparação entre gêneros mui diversos -- na verdade é apenas um esclarecimento àqueles que transbordam de maldade no coração. O fato insólito de eu ter me feito essa pergunta e ainda por cima ter claudicado na resposta é um indício de como funciona meu espírito. Preciso dizer, em todo o caso, que já ofereci uma resposta certa vez, mas será um prazer deixar a curiosidade do leitor insaciada.

Àqueles que compartilham desse meu espírito, um bom adeus, e àqueles que consideram tudo isso uma grande disparatada, também.

Wednesday, May 14, 2008

Dos pré-candidatos à prefeitura do Rio

Outro dia um amigo, com autêntico sadismo, listava-me os possíveis candidatos para a prefeitura do Rio de Janeiro, ao que eu respondia a cada nome como Xerxes quando informado do malogro de sua expedição: ai!

Levando-se em consideração qualquer que seja a pobreza de espírito que assolará a capital, este senhor que atualmente nos governa já não me parece mais tão péssimo, afinal de contas não é defensor feroz das drogas, não é apologista contumaz do aborto e de regimes totalitários, nem é fiel receptador de ingênuas esmolas. É portanto provável que sigamos na nossa longa idade das trevas. Daí ser útil aprender que da mesma forma que é comum na natureza a carcaça se tornar uma bela iguaria de chacais e demais carniceiros, no mundo dos homens uma cidade e um país em acentuada decadência são o prato cheio dos mais tenebrosos políticos.

Friday, May 09, 2008

Artur da Távola (1936-2008)


Soube há pouco do falecimento, hoje, do senador Artur da Távola, a quem destinei simpatias desde quando, há oito ou nove anos, assisti pela primeira vez ao seu programa Quem tem medo da música clássica. Seu objetivo era oferecer música clássica a ouvinte calouros. Sua intenção de disseminar cultura era realmente sincera, cousa rara nesses estranhos tempos. Ele participava igualmente de outros programas, tal como um na Rádio MEC cujo nome me escapou.

Sua condição de saúda andava precária há algum tempo. Pude notar isso quando ele, visivelmente debilitado, insistiu em apresentar mais um de seus programas na TV Senado. Causou-me admiração, pois haveria maior demonstração de seu sincero desejo de difundir cultura? Desejei que ele tão logo se recuperasse, mas confesso que vê-lo daquele jeito não me deu muitas esperanças. Recebi portanto a notícia de seu falecimento sem muita surpresa.

Eis o seu derradeiro post:

EMBORA ENFERMO DESDE AGOSTO DE 2007, COM RISCO DE VIDA, NAS BREVES OPORTUNIDADE EM QUE NÃO ESTEVE INTERNADO, O TITULAR DESTE BLOG NELE NÃO MAIS PÔDE ESCREVER. ELE FICOU ABEERTO SUJEITO À INTERFERÊNCIA DE INTERNAUTAS QUE SE COMPRAZEM EM ENTRAR EM DOMÍNIOS ALHEIOS.

EMBORA NÃO MAIS INTERNADO EM HOSPITAL PROSSIGO EM TRATAMENETO DOMÉSTICO E ASIM SERÁ POR ALGUM TEMPO.NESSAS CIRCUNSTÂNCIAS PEÇO DESCULPAS A QUEM O PROCURE. ELE ESTÁ MOMENTÂNEAMENTE CONGELADO POR SEU TITULAR. ESPERO VOLTAR NA OLENITUDE DE MINHAS POSSIBILIDADES DENRO DE DOISOU TRÊS MESES.
E CONTO COM SUA COMPREENSÃO.

FRATERNALMENTE

ARTUR DA TAVOLA



Despeçamo-nos com a frase que mais soía dizer no programa: "Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão". Fique com Deus.

Thursday, May 08, 2008

Dos blogs carolíngios e do parcial fim dos bons blogs de antanho

Meu cumpadre Carlos, em seu furor iniciático, pôs-se a criar não um, mas dois novos blogs, perfazendo assim uma trilogia, se é que posso chamar assim, blogueira, ainda que o seu antigo endereço blogspoteiro -- ó tempos, quase deu um puteiro -- naufragasse quase completamente. Tudo isso que eu disse é, todavia, acochambração, afinal ele já criara outros blogs até chegar a essa trilogia, mas como o número três, por evocar a trindade, é mais belo de ser dito, fiquemos com ele com um entusiasmo fanático.

Ele me disse que era ótimo para criar blogs e ruim para mantê-los, ao que eu respondi, ele e sua noiva poderão dar fé, que meu cumpadre é um ótimo arroz de festa. Agora bem: sou o último cidadão desta gloriosíssima república a reclamar disso, afinal eu mesmo toco o meu blog de maneira assaz canhestra.

Ligo-os evidentemente a este blog, muito embora não me seja permitido cogitar se graças a isso haverá maior freqüência em seus novos endereços. Como minha mentalidade a respeito de números e estatísticas é sumamente medieval, desconheço quase completamente dados referentes a este meu próprio blog, embora a quantidade de comentários seja algum indício -- insuficiente, claro está.

Seja o leitor devidamente informado. Os blogs do Carlos inaugurados há mais ou menos tempo são o Ad Dexteram e Minhas Circunstâncias.

Já que a pauta hoje são blogs, houve o anúncio do naufrágio do famoso portal Wunderblogs. É possível ao urubu esfaimado saborear as carcaças ainda expostas, pois, muito embora tenha sido decretada falência, a navegação por lá permanece viável, ao menos por algum momento. Sinto-me mal porque tanto gostava do portal como isso ocorreu oficialmente após eu ter mencionado minha admiração pelo blog de Alexandre Soares Silva, coisa que o leitor poderá ler em algum post anterior. Alguns membros migraram para outro portal, o Apostos. Confesso que imaginei até escrever uma obra magna em oito volumes chamada "História e declínio dos Wunderblogs", ao que minha preguiça, fiel amante, e meu bom senso, às vezes vivo, me impediram.

Perdoe-me o leitor pela declamação velhaca que farei, mas houve um tempo, e aqui não critico os que hoje existem, em que havia uma grande quantidade de excelentes blogs. Talvez dizer que havia uma grande quantidade seja mui expansivo, mas isso não isola da verdade o fato de ter havido vários excelentes blogs, ao menos para meu alvitre. Podiam ser muito ou pouco conhecidos, algo que em nada influía na ótima qualidade apresentada. Um por um, todavia, eles foram dando um último suspiro, como ocorrido com Gradus ad Parnassum, Alexandrinas, Despoina Damale etc. etc. etc. Os veteranos, contudo, deram espaço a muitos novatos, de maneira que o exemplo, aparentemente, não fora em vão. Apenas lastimo que muitos dos bons blogs de antanho tenham naufragado quase completamente.

Breve lembrança de idas ao dentista

Animou-me a escrever algo a desdita da Cris ao arrancar seu siso. Tenho de admitir que quase caí na tentação de dizer que seu siso era caro, porém seria uma audácia da minha parte, pois nunca fomos apresentados e, agora que foi extraído, não o seremos mais, exceto, é possível, quando soar o momento dos mortos se levantarem. Que fique ao leitor piedoso a mensagem.

Mas eu falava, ou melhor, dizia da inspiração momentânea. Pois bem, eu também passei por uma experiência dessas, quando me divorciei dos sisos superiores há dois anos. O que me causou espécie não foi a extração em si, pois, exceto uma agulhada dolorida na hora de fazer o ponto, minha dentista conduziu tudo com enorme habilidade. O problema foi depois, já que meu modo de falar por cerca de meia hora ficou mui semelhante ao do veteraníssimo Sylvester Stallone. Cheguei a fazer uma troça do fato à dentista, porém ela não considerou muita graça nisso e riu tão-somente por piedade de mim, eu, que ainda por cima era obrigado a lutar contra uma baba que insistia em passear mundo afora.

O leitor não poderia viver sem saber também que minhas experiências ao dentista não foram somente aquelas. Eu já era veterano quando do ocorrido, pois eu havia sobrevivido sem traumas a um tratamento de canal. Diga-se de passagem que só consenti em ser submetido a esse tratamento porque conduzi uma situação precária até o derradeiro instante em que passei a sentir furiosíssimas dores de dente. Ignorei o que houve com muitos a minha volta e sofri, o que confirma os dizeres homéricos a respeito dos tolos só aprenderem com a experiência.

Em matéria de desgraça a humanidade se rejubila. Foi portanto natural que me dissessem apocalipses a respeito do tratamento de canal, e eu mesmo, confesso, senti algum prazer quando mencionei o que ocorre durante a extração do siso a uma prima que será a próxima vítima de algum dentista. Todavia não me abalei demais, não por heroísmo, mas por cálculo. Se o tratamento de canal era a única solução, então não adiantaria me lamuriar. Quando a sobrevivência corre perigo, tudo é válido. Foi pensando nessas coisas sumamente dramáticas que busquei um dentista.

Não me recordo o número de sessões de tortura em potencial a que fui submetido, mas sobrevivi intacto, principalmente por causa da invocação contínua a Santo Inácio de Loyola. A recordação de sua impassibilidade quando puseram seu osso no lugar após fratura na guerra me encheu de coragem. Além do mais, ficava imaginando por que espécie de sofrimento um Alexandre Magno e um Carlos Magno tiveram de suportar naqueles tempos tão brutais. Ora, se eles sofreram inumeráveis dores sem anestesia, por que eu deveria chorar havendo à minha disposição anestesia e tudo o mais? Sem jamais deixar de invocar o Santo Inácio de Loyola, fiquei um tanto mais tranqüilo na cadeira do dentista. Fui, portanto, homem, pelo menos enquanto a anestesia surtiu efeito. E para evitar qualquer desdoiro, ela surtiu efeito sempre que foi solicitada.

Como não sou ingrato demais, naquela época me surgiu uma enorme curiosidade de saber qualquer coisa da história da anestesia. Fiz uma longuíssima pesquisa de dez minutos na Internet e descobri de fato alguma coisa, mas infelizmente tudo isso agora está perdido em algum compartimento inacessível do meu cérebro. Impossibilitado de escrever qualquer linha desse assunto, invito o leitor a pesquisar também. Ainda assim, fica, pois, outra homenagem feita por mim àqueles que descobriram a anestesia. E digo outra homenagem porque na época fiz ao meu dentista algum brevíssimo elogio a ela e aos seus responsáveis.

Se Shostakovich se aventurou a criar uma sinfonia em honra à industrialização soviética, espero que algum outro talentoso músico crie uma música em homenagem a algo bem mais universalmente válido, como é o caso da anestesia. E ainda teria algo a dizer sobre o inusitado de ter alguém manipulando literalmente a nossa boca, mas me despeço já, adeus.

Friday, April 04, 2008

Uma feliz Páscoa

Mantendo-me fiel ao meu desleixo, gostaria de desejar uma feliz Páscoa atrasada a todos.

Algumas palavras sobre qualquer coisa

Ainda que seja sumamente ridículo, devo confessar ao leitor que hoje em dia me escapa frivolamente o motivo do nome deste meu querido blog. Sim, frivolamente, porque haveria outro motivo senão a pura gaiatice da lembrança? É precisamente isto, enfim, que me falta, a lembrança. Junto com ela, e me parece bastante evidente, está a perda do fio que liga este que vos escreve hoje à idéia um dia concebida há alguns anos atrás por mim mesmo. É tão-somente a minha teimosia que não me permite modificar o título desse blog, além de ele exercer sobre mim um misterioso fascínio.

Nunca é demais repetir ao leitor que o blog, ou melhor, minha estréia em um blog, não nasceu na primeira data escrita ali ao lado, mas em outra. A verdadeira estréia é anterior coisa de um ano apenas, em 2003, porém o velho blog, também batizado como este aqui, teve breve existência e foi tragado pelas intempéries cibernéticas. Mas o ensaio foi sucedido por outro ensaio, mais breve ainda, donde é necessário concluir que este blog atual é uma re-re-estréia, sendo que nenhum dos outros deixou rastros facilmente visíveis.

Levando-se em conta que praticamente tenho 26 anos, posto que farei aniversário agora em abril e coincidentemente no dia de mesmo número da idade que terei, 26, pode o leitor facilmente verificar que publico alguma coisa desde os 21 anos. Não lembro agora se meus amigos Carlos, Francisco e eu chegamos a desenvolver "O Teocrata" já em 2002, mas creio que sim. Isso quer dizer que venho garrancheando na Internet, sem jamais abrir mão de um amadorismo atroz, há seis anos, isto é, desde meus 20 anos. São, portanto, seis anos de experiências irregulares e amadorísticas.

Sinceramente, é uma diversão tremenda. Isso não significa dizer que é uma frivolidade total, ainda que haja qualquer coisa do gênero. Agora bem: que seria do homem se fosse apenas seriedades e tragédias? Eu mesmo respondo: seria nada, porque teria sido há muito aniquilado pelo peso do mundo hostil. É, portanto, necessário respirar. Todavia, julgo ser necessário deixar claro que, no meu caso em particular, a asfixia universitária que me oprimia me levou a buscar correndo alguma fresta de ar. Eu poderia dramatizar e dizer que foi uma questão de sanidade mental o que me levou a buscar um ambiente paralelo ao que eu freqüentava. Aliás, eu gostaria de mencionar que os belíssimos sites de Pedro Sette Câmara e de Alexandre Soares Silva, e me desculpem os outros que injustamente não foram citados, estejam ainda na ativa ou não, foram e são verdadeiras delícias para qualquer espírito angustiado -- culturalmente falando. Ao menos para este que vos fala, o ambiente universitário carregado demais e eu diria até azedo para nosso espírito. Agora bem: não fosse por tais exemplos, talvez nunca o Carlos teria tido a idéia de criarmos um blog no lugar do o site que já tínhamos.

O que me levou a rabiscar na Internet foi o desejo de expressar alguma coisa diferente do que era obrigado a engolir na faculdade, muito embora, verdade seja dita, a pretensão não acompanhasse e nem acompanhe a qualidade mirada. Na realidade, não demorou muito para eu perceber que a faculdade era um anel que se estreitava quanto mais eu procurava me movimentar de acordo com, por assim dizer, outros ritmos. A algumas pessoas, é possível desligar a si mesmo e levar as coisas de um modo robótico. Infelizmente, tentei por bastante tempo agir assim e não fui muito bem sucedido. Rabiscar na Internet não foi uma válvuda de escape a toda a prova, mas serviu realmente como respiradouro. Talvez o leitor considere o que direi um tanto poético ou algo obscuro, mas poucas são as coisas mais agradáveis do que o sentimento de liberdade retamente guiado pelo que é verdadeiramente bom.

Parece-me um pouco afetado esse modo de dizer, mas não sei como expressar de outra forma tudo o que disse. Muito embora possam parecer afetadas, nem por isso essas palavras carecem de verdade.

Não sei se algum dia justifiquei a existência desse ou de qualquer outro blog que criei. Bom, aproveito a ocasião para solenemente dizer que não há a menor justificativa senão essas que eu disse, seja lá se ficaram claras ou não. Não chegarei ao cúmulo de dizer que este meu blog é auto-justificável, logo necessário, como se fosse um axioma. Que o amável leitor tenha apenas em sua mente essas sofridas palavras, escritas pelo não menos sofrido cidadão que vos fala. E tenha um bom dia.

Monday, March 31, 2008

Bach, Erbarme dich, mein Gott (da Paixão segundo São Mateus)

Meu caro leitor, eis um outro belo vídeo, ou melhor, outra bela música. Ela faz parte da Paixão segundo São Mateus, de Bach. Essa parte se chama "Erbarme dich, mein Gott". Em minha humilíssima opinião, é uma das músicas por assim dizer mais sentidas da história do mundo. É verdadeiramente inacreditável como Bach transpôs tão felizmente para música o sentimento de súplica do fiel arrependido para Deus. São obras assim que parecem nos transportar para um mundo superior. Que o leitor ouça e julgue por si próprio ouvindo essa belíssima interpretação da Julia Hamari. Serão os melhores sete minutos e meio já gastos.



Eis o texto em alemão, seguido por uma tradução em inglês:

Erbarme dich,
Mein Gott, um meiner Zähren willen!
Schaue hier,
Herz und Auge weint vor dir
Bitterlich


Have mercy Lord,

My God, because of this my weeping!
Look thou here,
Heart and eyes now weep for thee
Bitterly.

Saturday, March 22, 2008

Allegri, Miserere

Levando-se em consideração que estamos no fim da Semana Santa, e continuando a seqüência de músicas pelo Youtube, eu gostaria de indicar ao leitor uma das peças mais famosas da história da música: o Miserere do compositor italiano Gregorio Allegri. É a segunda vez que o indico ao estimado leitor, mas dessa vez teremos a oportunidade de ouvi-lo com uma qualidade maior e graças a uma generosíssima alma que resolveu colocá-lo no Youtube.



Sunday, March 16, 2008

Rossini, Tarantela napolitana

Caríssimo leitor, eu vos deixo com a versão de Rossini para a Tarantela Napolitana, cantada pelo legendário Enrico Caruso. É uma música que particularmente gosto bastante por causa do seu agradável sabor regional, seu ritmo irresistível, sua alegre energia e sua ingenuidade popular. Há tembém de dizer que não deixa de ser divertida uma certa pompa nessa orquestração, o que torna a atmosfera vigorosa da música ainda mais divertida. Como se tudo isso parecesse pouco, a voz de Enrico Caruso torna tudo ainda melhor. Portanto, ligue a tua caixa de som e aproveite os próximos três minutos. Esteja à vontade para dançar.



A letra, inclusive com tradução para inglês, francês e alemão, pode ser encontrada aqui. E para uma comparação, que o leitor ouça a voz de Mario Lanza cantando a mesmíssima música, porém numa versão ainda mais rápida e breve.

Sunday, March 09, 2008

Um último exemplo da superioridade nipônica em relação ao Brasil ou: Jiban é superior à Tropa de elite

Houve grande celeuma em torno do filme Tropa de elite. Sem entrar no mérito, nós, criaturas que pela primeira vez viram a luz entre os anos 1978-84, teríamos de ser os últimos a manifestar grande espanto ou incredulidade, ao menos aqueles que tiveram uma formação espiritual semelhante a minha. A explicação disso é demasiado simples: desde a infância, já conhecíamos alguém muitíssimo superior ao Capitão Nascimento, em todos os sentidos possíveis e imagináveis. Refiro-me ao policial de aço Jiban. Note bem o leitor que no todo e nos detalhes, o policial de aço Jiban antecipa e supera a qualquer coisa semelhante ao BOPE, inclusive na cláusula estabelecida pelo sábio legislador e citada pelo policial, segundo a qual é garantido ao agente da lei executar um criminoso se as circunstâncias assim o exigirem.



Essa é a prova mais cabal e definitiva da real superioridade nipônica. Enquanto a nação se embasbaca com as ações praticadas pelo BOPE, nós, criaturas desmamadas em séries japonesas, tranqüilamente contemplamos a tudo isso. Por fim, eu gostaria de iniciar uma campanha para encaminhar toda a série Jiban para os nossos sapientíssimos legisladores, pois assim eles terão a oportunidade de refletir bastante sobre o problema da segurança pública.

Dois exemplos da superioridade nipônica em relação a nós

Na humílima opinião deste que vos escreve, o vídeo que o leitor terá a oportunidade de assistir é moral e artisticamente mil vezes superior a praticamente toda a produção de cinema e televisão de nossa pátria, embora o caráter demasiado positivista desse vídeo não me agrade e destrua um pouco o sentido poético da filmagem. Ouso até dizer que a trilha sonora, apenas pelo trecho que nos é permitido ouvir, facilmente supera muito da MPB.



Caso não tenha ficado satisfeito, que o leitor veja um outro, cujo comentário superior, linha por linha, poderia ser repetido neste parágrafo.



Seria impossível para mim, ainda, deixar de lado um derradeiro vídeo, um verdadeiro Gradus ad Parnassum desse gênero tão japonês. Sua qualidade dramática já é caracteristicamente ressaltada na canção de abertura.

Saturday, March 01, 2008

Brevíssimo agradecimento à preguiça

Enquanto Sócrates tinha em si o famoso dáimon que não lhe deixava fazer algo equívoco, eu possuo um que me tem sido bastante útil, embora nada perfeito e moral e teologicamente duvidoso. Todavia, apesar dos pesares, e como este mundo carece de perfeição, eu não poderia deixar mais um ano sem o elogio a essa figura que me tem acompanhado há tanto tempo. Portanto, caríssimo leitor, enquanto o virtuoso Sócrates tinha a companhia de seu dáimon, eu tenho a da preguiça, espécie de dáimon dos pobres de espírito. Seria sumamente injusto eu criticá-la sem discernimento, apesar dos graves ditos de muitos santos. Daí que eu invoco à maneira dos antigos a musa, para que eu possa listar alguns empreendimentos duvidosos que deixei de praticar por causa desse querido e pecaminoso não-ser: filiar-me ao PSB; participar de Centros Acadêmicos ou de chapas; ler uma pilha monumental de textos que hoje em dia apenas jazem em algumas gavetas, enquanto outros provavelmente estão dando algum trabalho a um eventual catador de papel; participar de laboratórios de estudos acerca de peripécias em Angola e Moçambique; ir a passeatas, embora tenha sido bastante agradável o final de uma em que participei etc. E muito mais eu listaria, se para tanto trabalho não fosse tão longa a preguiça.

Friday, February 01, 2008

Uma galinha mexicana seguiu o conselho mui sábio de Herr Smith

Vejam vocês como a vida imita a arte. Acabei de saber que no México estão botando ovos verdes. Infelizmente não foi ainda uma pessoa, como Herr Smith desejava, pois o método tradicional ainda vigora: uma galinha chamada Rabanita foi a autora da proeza. Celebremos tal feito belíssimo e torçamos para que logo alguém faça o mesmo que Rabanita e bote ovos inusitados. E bom dia.

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Galinha "Rabanita" atrai atenção ao pôr ovos verdes
http://www.tvcanal13.com.br/noticias/galinharabanita-atrai-atencao-ao-por-ovos-verdes-13156.asp

"Rabanita", uma galinha que em um primeiro momento parece ser uma ave normal, vem chamando atenção na província de Huecatitla, no México, ao colocar ovos em tom esverdeado.

Até agora, ninguém conseguiu dar uma explicação para o fenômeno, afirma Elvira Romero, dona de Rabanita, mostrando orgulhosa um cesto cheio de ovos verdes.

Esteban Rosas, o marido de Elvira, assegurou que "todo mundo da cidade veio ver, porque ninguém acreditava".

A dona da galinha exibe orgulhosa os ovos esverdeados.

Elvira agora é conhecida como "a mulher da galinha dos ovos verdes" e até mesmo seu neto, de 11 anos, está fazendo sucesso na escola.

Rabanita é a única das 13 galinhas de Elvira que coloca ovos verdes e ela diz estar tomando conta da ave "com todo carinho".

"Não vou deixá-la até que Deus a leve", disse.
Terra
30/01/2008 00:50h

Friday, January 18, 2008

E um feliz Natal

Não considero que desejar com atraso um Feliz Natal seja um despropósito. Gostaria de invocar um exemplo forçado: os Reis Magos só visitaram o Menino Jesus algum tempo depois de Seu nascimento. Ora, se eles se atrasaram um pouquinho, por que eu também não poderia? Portanto, desejo a todos um Feliz Natal.